São Caetano amargou fase difícil e sofreu 12 gols em dois jogos na Copa Paulista

Azulão vive momento delicado no torneio após sofrer duas goleadas consecutivas e terminar os confrontos com 12 gols sofridos

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Imagem Gerada por IA

 

O São Caetano atravessa uma fase que certamente nenhum torcedor gostaria de viver. Pela Copa Paulista 2026, o Azulão disputou um playoff por uma vaga nas quartas de final contra o Primavera de Indaiatuba e terminou eliminado depois de sofrer 12 gols em dois jogos. Após perder por 5 a 0 na primeira partida, a equipe foi novamente goleada, desta vez por 7 a 0, encerrando o confronto com um 12 a 0 no placar agregado.

A presença do São Caetano no playoff aconteceu após a punição sofrida pelo Santo André, que perdeu dez pontos na primeira fase da competição. Com isso, o Azulão conseguiu avançar à fase eliminatória e ganhou a oportunidade de disputar uma vaga entre os oito melhores da Copa Paulista. A oportunidade, porém, terminou de maneira dolorosa diante do Primavera.

Uma goleada difícil de esquecer

O São Caetano já havia perdido o primeiro jogo para o Primavera por 5 a 0. A missão na partida de volta era complicada, mas ninguém imaginava que o confronto terminaria de maneira ainda mais pesada. O Primavera venceu novamente, desta vez por 7 a 0, e fechou a série com impressionantes 12 gols marcados.

Além do resultado, chamou atenção a facilidade encontrada pelo adversário durante os dois jogos. O São Caetano não conseguiu reagir em nenhum momento e terminou a disputa sem marcar um gol sequer.

Para o torcedor, é daqueles resultados que permanecem na memória. Principalmente porque o nome São Caetano já esteve associado a jogos muito diferentes, disputados em estádios cheios e contra alguns dos maiores clubes do continente.

Dois vice-campeonatos brasileiros

No início dos anos 2000, o Azulão viveu uma das fases mais marcantes de sua história. Em 2000, chegou à decisão do Campeonato Brasileiro e terminou com o vice-campeonato. No ano seguinte, repetiu a campanha e voltou a disputar a final nacional.

Foram duas decisões consecutivas, algo que ajudou a transformar o São Caetano em uma das equipes mais respeitadas daquele período. O clube do ABC ganhou notoriedade pela organização e por montar times competitivos, capazes de enfrentar de igual para igual adversários com muito mais tradição.

Aquela geração entrou para a história justamente por fazer o São Caetano deixar de ser apenas uma surpresa. O clube passou a ser tratado como candidato aos principais títulos que disputava.

A Libertadores que ficou pelo caminho

Em 2002, veio a maior oportunidade de todas. O São Caetano chegou à final da Libertadores e enfrentou o Olimpia, do Paraguai.

O primeiro jogo terminou com vitória brasileira por 1 a 0. No segundo, o Azulão chegou a abrir vantagem, mas o Olimpia conseguiu buscar o resultado e levou a decisão para os pênaltis. Na disputa, o time paraguaio levou a melhor.

O título continental escapou, mas a campanha colocou o São Caetano definitivamente na história da Libertadores. Para um clube relativamente jovem no cenário nacional, chegar à decisão da principal competição sul-americana foi um feito enorme.

O Paulista de 2004

Se a Libertadores terminou em frustração, o São Caetano teve a oportunidade de comemorar um título importante pouco tempo depois. Em 2004, o clube conquistou o Campeonato Paulista.

O adversário na decisão foi o Paulista de Jundiaí. O Azulão venceu a primeira partida por 3 a 1 e confirmou o título no segundo jogo, com uma vitória por 2 a 0.

Foi a primeira conquista do Campeonato Paulista na história do São Caetano e um dos momentos mais importantes para a torcida. Depois de tantas campanhas marcantes e de decisões que terminaram sem taça, finalmente veio um troféu para coroar aquela geração.

Um contraste que incomoda

É justamente por conhecer essa história que o torcedor sente tanto o resultado contra o Primavera. O São Caetano de hoje está muito distante daquele time que disputava finais e levantava troféus.

O futebol muda rapidamente. Clubes que pareciam consolidados podem enfrentar dificuldades, enquanto outros ocupam o espaço que antes pertencia a eles. No caso do Azulão, o desafio é encontrar novamente uma estrutura capaz de fazer o clube competir em um nível mais próximo daquele que marcou sua história.

O placar de 12 a 0 não apaga os feitos conquistados no início dos anos 2000. As duas finais de Campeonato Brasileiro, o vice-campeonato da Libertadores e o título paulista de 2004 continuam fazendo parte da história do clube.

Mas o resultado contra o Primavera deixa uma mensagem difícil de ignorar: para voltar a ser protagonista, o São Caetano terá muito trabalho pela frente. E, para quem acompanhou os grandes times do Azulão, a esperança é que esse período seja apenas uma passagem antes de novos capítulos importantes.